bioconcretismo

arquivo


Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

 
Flickr bioconcretismo
FRANKLIN CASSARO 18:58


Sábado, Dezembro 17, 2005

 
Eros, o deus grego do amor, atirava flechas para despertar esse sentimento e o desejo, fazendo a humanidade procriar. Assim conta a mitologia. Mas as pessoas flechadas perceberam logo que a reprodução não era a única função daquela brincadeira. As diversas manifestações artísticas ligadas à prática do sexo e ao sentimento amoroso fizeram parte da vida humana desde o tempo da vida nas cavernas. Esta edição do DCultura é uma homenagem a Eros

Por Lúcia Helena de Camargo

A mostra Erotica - Os Sentidos da Arte, montada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) ocupou todos os espaços expositivos do prédio, do subsolo ao terceiro andar, com peças que vão de achados arqueológicos a instalações dos tempos atuais. A visita é um passeio pelas representações eróticas feitas ao longo do tempo. Sérios e complexos ou bem-humorados, os trabalhos poderiam dar a um alienígena desavisado sobre a raça humana uma amostra do que é essa coisa tão comentada que chamam de sexo.

O erotismo ali mostrado, explicam os organizadores, pode ser entendido como a manifestação do desejo sexual por meio de imagens e ações. Estão reunidas 110 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas, desenhos, fotos, vídeos, instalações e objetos arqueológicos de diversas épocas e procedências. O garimpo do curador Tadeu Chiarelli estendeu-se do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo ao Museo Rafael Larco Herrera (Peru) e ao Museu Picasso, de Paris.

As cerâmicas da cultura Mochica - que existiu no Peru pré-colombiano, no primeiro século da era cristã - eram explícitas ao mostrar órgãos sexuais, mas também irônicas, como revela a Cerâmica Moralizadora, a estatueta de um homem com a cabeça em formato de órgão sexual feminino.

Haverá quem se espante com a coleção de vulvas metálicas, de Franklin Cassaro, que exibe 180 tampas dobradas de produtos industrializados e de panelas. O conjunto seria um protesto ao valor comercial que hoje se atribui ao sexo, cujo apelo é usado para vender produtos e serviços no mundo todo? Se a publicidade lança mão de mulheres com pouca roupa e garotões sarados para vender de leite desnatado a carros de luxo, o artista pode ter resolvido fazer o caminho inverso, transformando embalagens de produtos já consumidos em representações sexuais, além da intenção declarada de interpretar o órgão sexual feminino através da recriação das formas em materiais insólitos...

materia completa aqui: http://www.dcomercio.com.br/especiais/eros/
FRANKLIN CASSARO 10:26


Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

 
"4. Da fenomenologia à semiótica

Outro domínio para a comparação entre Lacan e Peirce diz respeito à visão peirciana da relação entre fenomenologia e semiótica. Para Peirce, fenomenologia ou faneroscopia é uma quase-ciência. É apenas a porta de entrada para sua arquitetura filosófica. Embora as categorias sejam um ponto de partida importante para a análise de um dado fenômeno, as ferramentas analíticas não vêm delas, mas sim dos conceitos semióticos.

Isso não quer dizer que a fenomenologia e a semiótica estejam separadas. Ao contrário, elas estão indissoluvelmente atadas. Mesmo assim, suas diferenças não podem ser negligenciadas. A fenomenologia descreve o fenômeno como ele aparece. O resultado dessa descrição são as categorias universais. Ora, a terceira categoria corresponde à noção de signo. Ela é o signo. Assim, a semiótica nasce no coração da fenomenologia. A diferença está no fato de que os conceitos semióticos resultam da análise lógica e, consequentemente, constituem-se em conjuntos altamente interconectados de idéias distintivas que podem funcionar como dispositivos poderosos para o estudo de qualquer fenômeno como signo.

Disto decorre minha hipótese de que a definição do signo pode fornecer recursos adicionais para a análise dos três registros psicanalíticos. Para Peirce, o signo é uma relação indissociável de (1) um fundamento, aquilo que permite ao signo funcionar como tal, (2) um objeto, aquilo que determina o signo e que é, ao mesmo tempo, representado pelo signo e (3) um interpretante, o efeito que o signo está apto a produzir em uma mente interpretadora qualquer. Esse efeito pode ser da ordem de um pensamento, de uma mera reação, sensação ou de uma simples qualidade de sentimento.

De acordo com essa lógica triádica do signo, o imaginário, isto é, a categoria da demanda de amor, ocupa a posição lógica do fundamento do signo. O real, a categoria da pulsão sexual, ocupa a posição lógica do objeto do signo, enquanto o simbólico, a categoria do desejo, ocupa a posição lógica do interpretante. Esta análise pode ser ainda mais detalhada quando os três tipos de fundamento, os dois tipos de objeto, o objeto imediato e o dinâmico, e os três tipos de interpretante, o imediato, o dinâmico e o final, são levados em consideração para uma melhor compreensão do imaginário, real e simbólico. Entretanto, essas relações exigem pesquisas que devem ficar para o futuro."

texto completo aqui:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65641999000200006
FRANKLIN CASSARO 16:31


This page is powered by Blogger. Isn't yours?